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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nunca pensei que a saudade ia ser o sentimento que carregaria comigo, pensei que fosse realização, orgulho e ansiedade pelo novo, mas a saudade dominou cada pedacinho do meu peito.
O primeiro sintoma apareceu ainda quando estava junto de meus amigos, eu sentia a falta de cada um mesmo estando abraçada com eles, não queria falar porque iria causar a maior choradeira no pessoal, mas meus braços pediam pelos abraços deles antes mesmo de dizer adeus. Ah o adeus, acho que ninguém teve coragem de olhar no olho do outro e dizer " Foi ótimo estar junto contigo todos esses anos, sei que não vamos mais nos ver, então obrigada por tudo, ADEUS" , ficamos , ou pelo menos eu nutri esse pensamento, de que na próxima sexta a gente reúne a galera de novo, e no outro final de semana também. Ainda, na verdade, não doeu o que vai doer, por enquanto estamos no nosso tempo de férias, o qual nosso cérebro esta acostumado em tê-los longe, porém quando março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro chegar, vai doer tanto que não sei como vou lidar. Mas deixa cada dor no seu momento.
Minha família além da falta me trás preocupação, se algo acontecer com eles e eu não estiver perto me dá medo, eles são tão meus que eu sou feita deles, cada pedaço meu é cada um deles, então seguindo a lógica, perder um deles uma parte de mim morre junto. Eu sei que quando eu voltar os corações deles estarão abertos para mim, é o que me conforta. Ver, ou melhor, não ver meus pequenos cresceram vai me machucar, meus menininhos e minha garotinha são levados e tão amáveis,  são crianças como qualquer outra, mas especial como nenhuma das outras...
Sinto saudades de casa já, não a de concreto, a casa que se eu quiser sair o vento da praia vai bater nos meus cabelos e a maresia vai acabar com o mesmo, mas não me importo é tão relaxante. Sinto falta também da outra residência que não consigo sair, cada dia naquela rua é um fato novo, sim, tenho vizinhos barraqueiros. Mas tem uma casa que só de pensar sinto o cheiro dela e o geladinho dos pisos em meus pé, dessa eu vivo 25 horas por dia com saudade, talvez seja porque ela tem o silêncio da minha vó. Mas essa é outro história...

"Sabe, já faz tempo
Que eu queria te falar
Das coisas que trago no peito
Saudade, já não sei se é
A palavra certa para usar
Ainda lembro do seu jeito
" (Cassiane Silva / Richardson Maia)



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